Vício em Dorflex

Vício em Dorflex – Um dos analgésicos mais populares do Brasil

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Dorflex: um dos analgésicos mais populares do Brasil

Um dos medicamentos mais vendidos no país foi além dos remédios centenários para dores de cabeça.

Mas em excesso, pode ser mais prejudicial ao corpo do que seus pares

Estadão27º Estadual do Curso de Formação em Jornalismo
14.369.202 doses de remédio são consumidas no Brasil.

Entre os remédios de muito sucesso no país, está o remédio centenário para dores de cabeça.

27º Curso Estadual de Capacitação em Jornalismo

JONAS LÍRIO E LUDIMILA HONORATO

Ele é o melhor amigo, o companheiro nos momentos difíceis e sempre por perto.

Os mais de 1,3 milhão de seguidores no Facebook comprovam que se trata de um dos medicamentos mais populares do Brasil.

No início dos anos 2000, já era notícia como um dos medicamentos mais populares do país.

Com o aumento do apelo, deixou para trás remédios centenários, como os analgésicos, que ganhou força entre os brasileiros e também produziu uma nova era de consumo: a “febre” Dorflex.

Vício em Dorflex - Um dos analgésicos mais populares do Brasil

Nos últimos cinco anos, esteve entre os 10 medicamentos mais vendidos e também, entre 2013 e também 2016, saltou da nona para a 5ª colocação na posição do Quintiles IMS.

O sucesso da Dorflex depende de seus ingredientes ativos de ação rápida e, em parte, da publicidade bem direcionada. Como qualquer medicamento, no entanto, o uso indevido representa uma ameaça.

Dependência de Remédio

Quando usado para um problema que não é mostrado, ele anula os efeitos, bem como desenvolve um ciclo vicioso de extremo desconforto e uso extremo.

Na mesma página virtual onde muitos confessam uma relação fiel e duradoura com o medicamento, outros alertam para o “perigo oculto em um comprimido inocente”.

Entre os medicamentos de muito sucesso no país ultrapassou os remédios centenários para enxaquecas.

Em excesso, pode ser mais perigoso para o corpo do que seus pares
27º Curso Estadual de Jornalismo JONAS LÍRIO E LUDIMILA HONORATO

Ele é o melhor amigo, o companheiro nos momentos difíceis e está sempre por perto. Os mais de 1,3 milhão de seguidores no Facebook comprovam que é o remédio de maior destaque no Brasil.

No início dos anos 2000, era notícia atualmente como um dos medicamentos mais populares do país.

Com o crescimento da popularidade, deixou remédios centenários, como a aspirina, ganhando força entre os brasileiros e também desenvolveu uma nova era de consumo: Dorflex “alta temperatura”.

Nos últimos cinco anos, esteve entre os 10 medicamentos muito populares e, entre 2013 e 2016, saltou da 9ª para a quinta colocação na posição do Quintiles IMS.

O sucesso da Dorflex depende de seus ingredientes ativos de ação rápida, bem como, em parte, da publicidade bem direcionada.

Como qualquer tipo de medicamento, no entanto, o uso indevido é perigoso.

Quando utilizado para um problema não indicado, esmaga os impactos e desenvolve um ciclo vicioso de dor intensa e também consumo extremo.

Na mesma página digital onde vários admitem uma parceria fiel e também duradoura com o medicamento, outros alertam para o “risco escondido numa pílula inocente”.

Mariana Machado / Estadão
Composto por três substâncias, Dorflex é um analgésico consolidado e também pode ser mais prejudicial do que um remédio simples.

A neurologista Thais Suite, chefe do Exame de Cefaleia e também da Indústria de Terapia da Unifesp, afirma que o tipo de analgésico utilizado difere de acordo com o curso social, porém valida: a “febre” Dorflex existe. “Os medicamentos mistos tendem a ser preferidos por serem mais eficientes do que a dipirona pura”, afirma.

Junto com a dipirona, cada tablet inclui um relaxante, que reduz a tensão muscular, bem como a cafeína, que diminui a pulsação da artéria e a dor latejante.

A mistura cria um efeito rápido e também alivia a dor. “Um analgésico simples é menos prejudicial ao organismo do que um analgésico misto, como o Dorflex”, alerta a neurologista Carla Jevoux, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia.

Abuso e Vício
A solução faz parte do dia a dia da engenheira Rosalia Alessi há 15 anos. Ela toma pelo menos um comprimido para dor de cabeça todos os dias.

Em março, ela fez um estoque adequado para 4 meses na bagagem para se mudar para o Canadá.

O plano era que a mãe mandasse mais quando acabasse, mas o país proíbe a importação de dipirona.

Quando a dor voltou com mais força, vários outros medicamentos não tiveram exatamente o mesmo impacto e também as visitas à unidade de saúde tornaram-se constantes.

“Eu não poderia morar na unidade de saúde”, afirma a estilista de 35 anos, que voltou ao Brasil para continuar levando Dorflex.

Rosalia luta contra a enxaqueca, que é mais complicada do que uma enxaqueca de estresse, a enxaqueca comum. Nessas situações, Carla comenta que os analgésicos não são o tratamento certo.

“Melhora, porém não finaliza o desconforto, e seu uso continuado é o principal motivo para transformar a enxaqueca em desconforto crônico”, afirma.

Para dores tensionais, trata-se de qualquer tipo de analgésico, diz o médico, desde que respeitado o encaminhamento para não tomar mais de 2 comprimidos por semana.

Como esses analgésicos são lançados pela Anvisa à venda no balcão, a ameaça de uso indevido existe constantemente.

Arnaldo Lichtenstein, clínico geral do Centro Médico das Clínicas de São Paulo, afirma que é o uso consistente que faz com que o microrganismo se adapte à medicação, além de exigir dosagens maiores para obter o efeito desejado.

“É um cenário que se inverte, assim como o remédio acaba aumentando a dor de cabeça”.

Com o tempo, a própria pílula provoca desconforto, desencadeando o suposto impacto de repercussão.

O médico afirma que é fundamental passar por um procedimento de desintoxicação, que deve ser acompanhado por um profissional.

A mistura de analgésicos com diversos outros medicamentos pode interromper os efeitos ou causar reações opostas, além de afetar várias outras partes do corpo, alerta Pedro Eduardo Menegasso, chefe do Estado do Conselho Regional de Drogarias de São Paulo (CRF- SP).

Pessoas hipertensas, por exemplo, devem prevenir, pois a dipirona modifica a pressão arterial, afirma o farmacologista. Além disso, analgésicos desprotegem a barriga e o uso excessivo pode criar ou agravar gastrite e úlceras, ele adverte.

Fórmula de sucesso
Junto com a fórmula de ação rápida, outro ponto que potencializa o apelo do medicamento são as instruções industriais da marca, diz Menegasso.

“Você tem muito mais casos de frustração do que dor nas costas, então Dorflex decola como um produto para o cliente quando começa a ser mostrado para frustrações”, afirma.

A Sanofi, laboratório responsável pela marca, informa que o sinal para frustrações de tensão tem estado constantemente na campanha publicitária do medicamento e não divulga os valores dos investimentos.

Entre os profissionais, o sucesso da medicação depende da relação custo-benefício e do costume duradouro.

“A Dorflex vende mais porque uma embalagem contém dez comprimidos e também é mais barata que outros medicamentos”, afirma a especialista Carla.

Para consumidores como Rosalia, essa parceria acabou sendo muito mais atraente este ano, quando a Sanofi aumentou de 30 para 36 a variedade de comprimidos em uma caixa.

“Fiz terapia por 3 anos, mas não pude continuar por motivos monetários. É muito mais barato comprar um cartão Dorflex do que pagar R $ 200 no remédio mostrado pelo médico ”, afirma Rosália.

A neurologista Thais atribui o sucesso do medicamento à própria história do medicamento, que está no mercado há 45 anos.

“As pessoas só conhecem analgésicos para tratar dores de cabeça e acabam aderindo ao boca a boca”, diz ela.

Estadão27º Curso Estadual de Jornalism
São consumidas 14.369.202 doses de medicamentos.

Um dos medicamentos mais vendidos do país já ultrapassou os medicamentos centenários para dores de cabeça. Em excesso, pode ser mais perigoso para o corpo do que seus pares
27º Curso Estadual de Jornalismo
JONAS LÍRIO E LUDIMILA HONORATO

Ele é o melhor amigo, o companheiro nos momentos difíceis e está sempre por perto.

Os mais de 1,3 milhão de fãs no Facebook confirmam que é o remédio mais popular do Brasil.

No início dos anos 2000, já era notícia como um dos medicamentos mais vendidos do país.

Com a popularidade em alta, deixou para trás remédios centenários, como a aspirina, ganhou força entre os brasileiros e criou uma nova onda de consumo: a “febre” Dorflex.

Nos últimos cinco anos, esteve entre os dez medicamentos mais vendidos e, entre 2013 e 2016, saltou da nona para a quinta posição no ranking da QuintilesIMS.

O sucesso da Dorflex está em seus ingredientes ativos de ação rápida e, em parte, na publicidade bem direcionada. Como qualquer medicamento, entretanto, o abuso é perigoso.

Quando usado para um problema não indicado, anula os efeitos e cria um ciclo vicioso de dor intensa e consumo excessivo. Na mesma página virtual onde muitos confessam uma relação fiel e duradoura com a droga, outros alertam para o “perigo escondido numa pílula inocente”.

Mariana Machado / Estadão
Composto por três substâncias, Dorflex é um analgésico combinado e pode ser mais perigoso do que um simples remédio.
A neurologista Thais Villa, chefe do Setor de Investigação e Tratamento de Cefaleias da Unifesp, diz que o tipo de analgésico usado varia de acordo com a classe social, mas confirma: a “febre” Dorflex existe. “As drogas combinadas tendem a ser preferidas porque são mais eficazes do que a dipirona pura”, diz ela. Além da dipirona, cada comprimido contém um relaxante, que reduz a tensão muscular, e cafeína, que reduz a pulsação da artéria e a dor latejante.

A combinação produz um efeito rápido e alivia a dor.

“Um simples analgésico é menos prejudicial ao corpo do que um analgésico combinado, como o Dorflex”, alerta a neurologista Carla Jevoux, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia.

Abuso e vício
O remédio faz parte do dia a dia da arquiteta Rosalia Alessi há 15 anos.

Ela toma pelo menos um comprimido para dor de cabeça todos os dias.

Em março, ela fez um estoque suficiente para quatro meses na bagagem para se mudar para o Canadá.

O plano era que a mãe mandasse mais quando acabasse, mas o país proíbe a importação de dipirona.

Quando a dor voltou com mais intensidade, outros analgésicos não tiveram o mesmo efeito e as idas ao hospital tornaram-se frequentes.

“Não poderia morar no hospital”, diz o arquiteto de 35 anos, que voltou ao Brasil para continuar levando Dorflex.

Rosália sofre de enxaqueca, que é mais complicada do que uma cefaléia tensional, a cefaléia típica.

Nesses casos, Carla explica que os analgésicos não são o tratamento correto.

“Melhora, mas não acaba com a dor, e seu uso contínuo é o principal motivo para transformar a enxaqueca em dor crônica”, diz ela.

Para as dores tensionais, qualquer analgésico se resolve, diz o médico, desde que respeitada a recomendação de não tomar mais de dois comprimidos por semana.

Como esses analgésicos são liberados pela Anvisa para venda sem receita, o risco de abuso sempre existe.

Arnaldo Lichtenstein, clínico geral do Hospital das Clínicas de São Paulo, afirma que é o uso constante que faz com que o organismo se adapte ao medicamento e exija doses maiores para obter o efeito desejado.

“É uma situação que se inverte, e o remédio acaba perpetuando a dor de cabeça”.

Com o tempo, a própria pílula causa dor, causando o chamado efeito rebote.

O médico diz que é necessário passar por um processo de desintoxicação, que deve ser acompanhado por um profissional.

A mistura de analgésicos com outros medicamentos pode anular os efeitos ou causar reações opostas, e até mesmo afetar outras partes do corpo, alerta Pedro Eduardo Menegasso, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP).

Quem tem hipertensão, por exemplo, deve evitar porque a dipirona altera a pressão arterial, afirma o farmacêutico.

Os analgésicos também desprotegem o estômago e o uso excessivo pode causar ou agravar gastrite e úlceras, alerta ele.

Lista de Assuntos em nosso Blog: Vício em Dorflex

Fórmula de sucesso

Além da fórmula de ação rápida, outro ponto que fortalece a popularidade do medicamento é o direcionamento comercial da marca, diz Menegasso. “Você tem muito mais casos de dor de cabeça do que de coluna, então o Dorflex explode como produto de consumo quando passa a ser indicado para dores de cabeça”, afirma. A Sanofi, laboratório responsável pela marca, informa que a indicação para dores de cabeça tensionais sempre esteve nas campanhas publicitárias do medicamento e não divulga os valores dos investimentos.

Entre os especialistas, o sucesso do medicamento depende da relação custo-benefício e da longa tradição. “A Dorflex vende mais porque a embalagem vem com dez comprimidos e é mais barata que outros analgésicos”, diz a neurologista Carla. Para consumidores como Rosália, essa relação ficou mais atrativa este ano, quando a Sanofi aumentou de 30 para 36 o número de comprimidos em uma caixa. “Fiz tratamento por três anos, mas não consegui continuar por questões financeiras.

É muito mais barato comprar um cartão Dorflex do que pagar R $ 200 no remédio indicado pelo médico ”, diz Rosália. A neurologista Thais atribui o sucesso do medicamento à própria história do medicamento, que está no mercado há 45 anos. “As pessoas só conhecem analgésicos para tratar dores de cabeça e acabam aderindo ao boca a boca”, diz ela.

Mariana Machado / Estadão
Neste ano, a Sanofi aumentou o número de comprimidos na caixa Dorflex para 36. Mesmo assim, o custo-benefício do remédio continua melhor que o dos concorrentes.
Foi assim que a estudante Angélica Silva, de 27 anos, começou a estudar o Dorflex. A indicação veio de sua irmã, que ela usava quando tinha uma ressaca.

Com o tempo, Angélica percebeu que o remédio a deixava mais disposta.

“Comecei a tomar um por dia, mas um simplesmente não funcionou mais. Aumentei a dosagem para dois, depois três, depois quatro. Quando abri o quinto comprimido, percebi o que estava fazendo e decidi não tomá-lo “, ela diz. Atualmente, Angélica evita qualquer tipo de medicamento e prefere esperar a dor passar, mesmo que persista por vários dias.

A neurologista Thais ressalta que a cefaleia é um sintoma e não a doença em si.

Quando ocorre toda semana, o médico recomenda suspender os medicamentos e consultar um especialista.

O clínico geral Lichtenstein diz que a história de cada paciente é importante.

“São medicamentos que precisam ser individualizados, considerando os medicamentos de uso contínuo que a pessoa já toma”, aconselha.

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